Agora aproxima-se uma nova fase na vida de alguém que me é próximo. Depois de eu entrar nessa mesma fase, há mais ou menos um ano atrás, escrevi…
(Só espero que não sintas o mesmo… Eu sei que não. Tu és mais forte.)
Por vezes, pior que não saber o que se quer, é não estar feliz com o que se quis e escolheu. É algo terrível de sentir. Sentir que a escolha feita não foi a mais acertada, pelo menos para já.
É um turbilhão de emoções que não sei descrever. Apenas sinto-as!
Será que vou ser feliz com esta escolha? Será que não serei mais uma frustrada no meio de tantas outras que, infelizmente, existem neste Mundo? Será que algo ou alguém me poderia dizer como vai ser? Eu sei que não é possível, mas sinto-me tão mal… tão mal que penso que deveria ser aberta uma excepção.
É loucura… sim, este discurso é uma autêntica loucura. Nada se pode fazer senão viver para ver o resultado. Mas será que vale a pena viver nesta situação só para ver, então o resultado? Não sei!
Queria estar junto daqueles que tornam tão agradáveis as minhas tardes de sextas-feiras! Nessas tardes garanto-vos que “toco” na felicidade extrema. Nessa felicidade almejada por tantos e atingida por tão poucos. Eu nessas tardes faço parte dos “poucos” que, graças a seres ímpares e formidáveis como os “5 Mosqueteiros”, alcançam a felicidade e, acima de tudo, alcançam a razão de querer continuar a viver.
Liliana Matos
29 de Outubro de 2006
Agora, com o devido distanciamento que o deixar correr do tempo nos oferece, verifico que fiz a escolha certa.
Quero Cuidar de todos os que de mim necessitem.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Porque uma das melhores coisas da minha vida são vocês…
Sinto o “frio”. Aquele que me rodeia, que me envolve até à raiz do meu ser. Parece que desapareceu a alegria e a felicidade. O “frio” é tal, que deixamos de encontrar a alegria de viver, a vontade de rir e de ser feliz. Perdemos o gosto pela vida, pelas mais simples situações do quotidiano. Já não conseguimos sorrir.
Mas quando vivemos momentos em que estamos junto daqueles que mais queremos, que nos fazem felizes, que nos fazem sorrir, que nos fazem viver, esquecemos o “frio” e somos capazes de derrubar tudo aquilo que se atravessa no nosso caminho.
Mais uma vez, mas sem nunca me cansar, o meu muito obrigada.
Horas magníficas aquelas em que estivemos todos juntos. Juntos como outrora, em que tudo era perfeito, sem mágoa, sem tristeza, sem ressentimentos, sem arrependimentos.
Mas o importante é que estivemos juntos. Partilhámos mais um pedaço da nossa história, da nossa vida.
Espero que a partilha seja para sempre. Que nunca acabe.
Vi sorrisos lindos nas vossas caras, vi vontade de estar ali (é a vontade que nos move, como à Passarola).
Obrigada por me fazerem tão feliz.
Liliana Matos
9 de Setembro de 2007
Sem dúvida, a melhor coisa que encontrei até hoje…
A primeira vez que a vi (já lá vão 4 anos), tendo a consciência que os próximos anos da minha vida passavam por ela, estremeci de medo.
Que sítio era aquele que eu própria tinha escolhido!
Tive medo, não gostei.
Agora que a vejo, só me apetece entrar nela e permanecer o mais tempo possível.
É a minha segunda casa.
Eu dizia, em jeito de brincadeira, que se quisessem encontrar-me era muito fácil: estaria algures na ESEN ou em direcção a ela. Por isso, o ideal era aguardar lá que eu acabaria por aparecer.
A ESEN! A minha ESEN.
Deu-me tanto e eu tão pouco a ela. Deu-me pessoas que não quero perder, formou-me enquanto cidadã, enquanto mulher, enquanto ser humano.
Falo nela com uma nostalgia que, por mais que tente evitar, faz sempre “saltar” uma (ou mais) lágrima.
Na ESEN passei o meu “Cabo (s) das Tormentas”, mas sem dúvida que vivi as recompensas da “Ilha dos Amores” (a de Camões, não a outra).
Faltam-me as palavras para agradecer tudo.
Passei ali momentos únicos, cintilantes.
É caso para dizer: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Obrigada ESEN.
Estaremos sempre ligadas por mil laços invisíveis (“O essencial é invisível para os olhos” – Saint-Exupéry).
A primeira vez que a vi (já lá vão 4 anos), tendo a consciência que os próximos anos da minha vida passavam por ela, estremeci de medo.
Que sítio era aquele que eu própria tinha escolhido!
Tive medo, não gostei.
Agora que a vejo, só me apetece entrar nela e permanecer o mais tempo possível.
É a minha segunda casa.
Eu dizia, em jeito de brincadeira, que se quisessem encontrar-me era muito fácil: estaria algures na ESEN ou em direcção a ela. Por isso, o ideal era aguardar lá que eu acabaria por aparecer.
A ESEN! A minha ESEN.
Deu-me tanto e eu tão pouco a ela. Deu-me pessoas que não quero perder, formou-me enquanto cidadã, enquanto mulher, enquanto ser humano.
Falo nela com uma nostalgia que, por mais que tente evitar, faz sempre “saltar” uma (ou mais) lágrima.
Na ESEN passei o meu “Cabo (s) das Tormentas”, mas sem dúvida que vivi as recompensas da “Ilha dos Amores” (a de Camões, não a outra).
Faltam-me as palavras para agradecer tudo.
Passei ali momentos únicos, cintilantes.
É caso para dizer: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Obrigada ESEN.
Estaremos sempre ligadas por mil laços invisíveis (“O essencial é invisível para os olhos” – Saint-Exupéry).
ESEN para sempre!
Liliana Matos
4 de Setembro de 2007
Liliana Matos
4 de Setembro de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
O que escrever?
O que escrever? Há muito que não o faço! E até devia estar contente, pois tinha chegado à conclusão que só o fazia quando me sentia menos bem. Mas não estou…
Será que a tal “veia” entupiu? Será que o “colesterol da sociedade, da minha vida” se decidiu alojar nas suas paredes, tornando-a quase ineficaz na sua tarefa? Mais uma vez, não sei.
Até tenho sentido medo por esses tais textos, que de um modo geral saíam facilmente, agora serem escassos, mas hoje decidi fazer um esforço. Porventura, um esforço inglório por ser forçado, forjado, pouco natural.
Agora que releio este texto, à medida que cresce, salta-me na mente e à vista a palavra “medo”.
Será que a tal “veia” entupiu? Será que o “colesterol da sociedade, da minha vida” se decidiu alojar nas suas paredes, tornando-a quase ineficaz na sua tarefa? Mais uma vez, não sei.
Até tenho sentido medo por esses tais textos, que de um modo geral saíam facilmente, agora serem escassos, mas hoje decidi fazer um esforço. Porventura, um esforço inglório por ser forçado, forjado, pouco natural.
Agora que releio este texto, à medida que cresce, salta-me na mente e à vista a palavra “medo”.
Recentemente, vivi um óptimo momento de conversa, de partilha, de confidências, de amizade acerca deste sentimento. Aquela conversa foi catártica. Revelei nela algo que (quase) inconscientemente guardo do resto do mundo. Não sei bem porque guardo, mas tive a certeza do desejo de o partilhar nessa conversa. Senti que a outra pessoa tinha o direito de conhecer esse meu “jardim secreto”. Senti-me segura e protegida ao fazê-lo. Obrigada!
Mas eu estava no “medo”. Acho que continuo a tê-los, mas estou cada vez mais a aprender a viver com eles.
Comecei este relato com uma dúvida (o que mais poderia ser!), mas termino-o sabendo o que responder a essa questão: escrevo, se necessário para sempre, o valor de “vocês” na minha vida, a importância da presença de “tu” e mais “tu”, nisto a que me habituei chamar de “eu”.
Para sempre caminhando ao vosso lado, para sempre tocando nas vossas mãos… para sempre.
Liliana Matos
23 de Agosto de 2007
Mas eu estava no “medo”. Acho que continuo a tê-los, mas estou cada vez mais a aprender a viver com eles.
Comecei este relato com uma dúvida (o que mais poderia ser!), mas termino-o sabendo o que responder a essa questão: escrevo, se necessário para sempre, o valor de “vocês” na minha vida, a importância da presença de “tu” e mais “tu”, nisto a que me habituei chamar de “eu”.
Para sempre caminhando ao vosso lado, para sempre tocando nas vossas mãos… para sempre.
Liliana Matos
23 de Agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
As coisas mudaram
As coisas mudaram. E como quem tem medo do “novo”, buscas e rebuscas, acabando por te agarrares aos baús…das memórias! Sim, das memórias. As memórias são como cada pedaço do teu corpo. Se tas tirassem deixarias de existir.
Já tentaste tudo, mas não deixas de pensar no passado, não deixas de desejá-lo, não deixas de amá-lo como sendo o teu primeiro amor. Aquele que, por mais voltas que a vida dê, fica alojado para sempre em nós…nas nossas entranhas.
O passado é, para ti, como um vício. Já não sabes viver sem ele. E as memórias são o corpo desse teu vício. Por mais que tentes, elas não te abandonam.
Já tentaste tudo, mas não consegues arrancá-las de ti. Elas sugam-te toda a vontade de enfrentar o futuro.
E tu deixas! Deixas, olhando serena (talvez não!) para isso.
Ajudem-me, por favor! É a única coisa que tu, que agora sou eu, sabes dizer. Nada mais…apenas Ajudem-me!
Liliana Matos
10 De Abril de 2007
Já tentaste tudo, mas não deixas de pensar no passado, não deixas de desejá-lo, não deixas de amá-lo como sendo o teu primeiro amor. Aquele que, por mais voltas que a vida dê, fica alojado para sempre em nós…nas nossas entranhas.
O passado é, para ti, como um vício. Já não sabes viver sem ele. E as memórias são o corpo desse teu vício. Por mais que tentes, elas não te abandonam.
Já tentaste tudo, mas não consegues arrancá-las de ti. Elas sugam-te toda a vontade de enfrentar o futuro.
E tu deixas! Deixas, olhando serena (talvez não!) para isso.
Ajudem-me, por favor! É a única coisa que tu, que agora sou eu, sabes dizer. Nada mais…apenas Ajudem-me!
Liliana Matos
10 De Abril de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Tenho as mãos frias
Num dia em que realmente tinha as mãos frias escrevi...
Tenho as mãos frias.
Tenho as mãos frias, amor,
e tu nem dás por isso!
Tenho as mãos frias
da distância que nos separa.
Tenho as mãos frias,
da tristeza que me preenche,
enquanto Tu te esvazias.
O Tu que existia dentro de mim,
quer fugir do meu corpo.
Quer partir…sem se importar,
com as feridas que vai deixar.
Tenho as mãos frias, amor.
Tenho as mãos frias da ânsia de te querer,
da ânsia de te procurar em vão.
Tenho as mãos frias, meu amor,
E o coração, infelizmente, começa a querer parar…
por te ver ir…
e com a certeza que nunca mais vais voltar.
Liliana Matos
22 De Março de 2007
Tenho as mãos frias, amor,
e tu nem dás por isso!
Tenho as mãos frias
da distância que nos separa.
Tenho as mãos frias,
da tristeza que me preenche,
enquanto Tu te esvazias.
O Tu que existia dentro de mim,
quer fugir do meu corpo.
Quer partir…sem se importar,
com as feridas que vai deixar.
Tenho as mãos frias, amor.
Tenho as mãos frias da ânsia de te querer,
da ânsia de te procurar em vão.
Tenho as mãos frias, meu amor,
E o coração, infelizmente, começa a querer parar…
por te ver ir…
e com a certeza que nunca mais vais voltar.
Liliana Matos
22 De Março de 2007
sábado, 11 de agosto de 2007
A minha Terra
Num dia de muito sol e muito vento (dois elementos da Natureza que me cativam, que me inspiram)...
Não me canso de olhar, de ouvir, de cheirar, de sentir todo este ambiente que me rodeia.
Esta brisa na cara, tão singela e carinhosa, faz-me bem e, principalmente, feliz. Transmite-me uma paz dourada.
Dourada é a imagem que vejo. Dourada porque o sol bate nas folhas, nos troncos, na terra…e torna tudo luminoso.
Junto ao dourado “vive” o verde da natureza…calma e baloiçante.
Para terminar a tríade colorida, há o azul do céu. Azul que “beija” suavemente o horizonte.
Assim é esta terra onde vivo, onde me encontro, onde me curo de todos os males…
Ela é dourada, verde e azul…É assim que a vejo e a entendo.
Aqui tudo pode ser simples e sem novidade, mas só o é assim para aqueles que não a vivem intensamente…Que não colhem dela a essência da vida.
Esta minha terra é a minha pedra filosofal…pois para além do elixir da vida, dá-me também o da tranquilidade.
Obrigada!
Liliana Matos
29 de Julho de 2006
Esta brisa na cara, tão singela e carinhosa, faz-me bem e, principalmente, feliz. Transmite-me uma paz dourada.
Dourada é a imagem que vejo. Dourada porque o sol bate nas folhas, nos troncos, na terra…e torna tudo luminoso.
Junto ao dourado “vive” o verde da natureza…calma e baloiçante.
Para terminar a tríade colorida, há o azul do céu. Azul que “beija” suavemente o horizonte.
Assim é esta terra onde vivo, onde me encontro, onde me curo de todos os males…
Ela é dourada, verde e azul…É assim que a vejo e a entendo.
Aqui tudo pode ser simples e sem novidade, mas só o é assim para aqueles que não a vivem intensamente…Que não colhem dela a essência da vida.
Esta minha terra é a minha pedra filosofal…pois para além do elixir da vida, dá-me também o da tranquilidade.
Obrigada!
Liliana Matos
29 de Julho de 2006
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
O dia lá fora
Num dia que tinha sido chuvoso do mês de Abril de um dado ano, olhei para o céu e escrevi...
O dia lá fora chorava. Chorava e gritava enraivecido. Depois, de muito barafustar, acalmou. Agora está com um ar calmo. Parece um menino bem comportado, que nada tem a ver com o outro, de algumas horas atrás. Está todo luminoso e com um tom rosado no seu pequeno rosto, de um dia que está a chegar ao fim. Esse dia, que agora parece um anjo, está a preparar-se para desaparecer atrás das montanhas e dormir.
Está calmo. Transmite uma paz capaz de engolir todo o ódio, toda a mentira, toda a raiva e toda a guerra do mundo. Com esse seu singelo aspecto é capaz de os derrotar a todos.
Não precisa de parecer forte ou belo. Apenas tem que ser ele próprio, para conseguir “virar” o mundo e torná-lo um sítio melhor. Na verdade não tem que ser um sítio melhor ou pior, o dia apenas tem que conseguir viver nele feliz para sempre, a sorrir.
Que sejas sempre como o dia!
(Para a Daniela)
Liliana Matos
12 De Abril de 2007
Está calmo. Transmite uma paz capaz de engolir todo o ódio, toda a mentira, toda a raiva e toda a guerra do mundo. Com esse seu singelo aspecto é capaz de os derrotar a todos.
Não precisa de parecer forte ou belo. Apenas tem que ser ele próprio, para conseguir “virar” o mundo e torná-lo um sítio melhor. Na verdade não tem que ser um sítio melhor ou pior, o dia apenas tem que conseguir viver nele feliz para sempre, a sorrir.
Que sejas sempre como o dia!
(Para a Daniela)
Liliana Matos
12 De Abril de 2007
In Memórias - 31 de Junho de 2006
Já escrevi este texto há algum tempo, mas sinto que está quase sempre actual na minha vida.
Quem me dera ter o conhecimento absoluto acerca de tudo! Assim não vivia nesta “ignorância”, nesta “escuridão”!
Por piores que sejam as situações, algo ainda mais constrangedor é o vazio, é a solidão...o nada.
Parece que vivemos só porque o nosso organismo ainda realiza todas as funções vitais. Pois se não as realizasse, já não estaríamos aqui…
É difícil de descrever, mas é o que sinto. Parece que não temos direito à alegria e felicidade…parece que nunca mais chega a meta…parece que corremos sem sair do mesmo lugar…parece!
É como trabalhar no vazio, sem nunca receberes o “feedback” ou recompensa.
Só me apetece parar e descansar! Mas agora é que reparo que ainda nem começou. Vai ser extenuante!
Continuo igual a mim mesma, mas cada vez menos me reconheço. Já não sei como irei reagir…se irei gostar, se não irei aguentar. Como a maioria das vezes “não sei nada acerca de tudo”.
Já não encontro em mim as características de outrora!
Já não me encontro…devo estar a mudar tanto…mas que sentido faz a mudança se, para já, não vejo vantagens!
É angustiante! Mudas e não consegues parar, nem tão pouco controlar!
Pelo menos, eu devia ter alguma palavra a dizer…oh relógio imparável!
Quando decidires parar, se calhar, já serei tão estranha a mim própria, que nem me reconhecerei.
Mas ainda tenho memórias. É a elas que me agarro com unhas e dentes, para não “esquecer-me”.
São elas que continuam a dar algum sentido ao desconhecimento total…
Vou parar para dormir!
Liliana Matos
31 de Maio de 2006
Por piores que sejam as situações, algo ainda mais constrangedor é o vazio, é a solidão...o nada.
Parece que vivemos só porque o nosso organismo ainda realiza todas as funções vitais. Pois se não as realizasse, já não estaríamos aqui…
É difícil de descrever, mas é o que sinto. Parece que não temos direito à alegria e felicidade…parece que nunca mais chega a meta…parece que corremos sem sair do mesmo lugar…parece!
É como trabalhar no vazio, sem nunca receberes o “feedback” ou recompensa.
Só me apetece parar e descansar! Mas agora é que reparo que ainda nem começou. Vai ser extenuante!
Continuo igual a mim mesma, mas cada vez menos me reconheço. Já não sei como irei reagir…se irei gostar, se não irei aguentar. Como a maioria das vezes “não sei nada acerca de tudo”.
Já não encontro em mim as características de outrora!
Já não me encontro…devo estar a mudar tanto…mas que sentido faz a mudança se, para já, não vejo vantagens!
É angustiante! Mudas e não consegues parar, nem tão pouco controlar!
Pelo menos, eu devia ter alguma palavra a dizer…oh relógio imparável!
Quando decidires parar, se calhar, já serei tão estranha a mim própria, que nem me reconhecerei.
Mas ainda tenho memórias. É a elas que me agarro com unhas e dentes, para não “esquecer-me”.
São elas que continuam a dar algum sentido ao desconhecimento total…
Vou parar para dormir!
Liliana Matos
31 de Maio de 2006
Um dia alguém me disse isto...
achei de uma simplicidade magnífica, de uma beleza esmagadora.
Obrigada, a ti!
“ Como tu disseste eu encaro tudo positivamente, pois a vida é bela. Dá-nos muitos desgostos, mas no fundo temos sempre outra porta, se levares a vida na desportiva e se tiveres calma e enfrentares os problemas com frontalidade e sem dramas… a vida é tão breve para estarmos nervosos com as coisas, por isso o melhor é que tudo seja belo…”
Nuno
(Algures durante o 12º ano – 2005/2006)
Nuno
(Algures durante o 12º ano – 2005/2006)
Para os 5 Mosqueteiros
Porque a vida nos dá vida, e a minha vida passa pelos meus amigos, aqui está uma pequena homenagem a Eles.
Obrigada por tudo!!
Olá!
Aqui estou uma vez mais “agarrada” ao papel. Faz-me feliz e liberta-me! Aqui posso ser verdadeiramente a Liliana, sem regras, sem máscaras, sem medos.
Espero que não se aborreçam por ouvir estas palavras, pois eu sei que elas podem ser chatas, mas acreditem que são de extrema importância para mim. Cá vai!
Não gosto, e tenho a sensação que nunca gostarei, de despedidas. Mas, como muitos de vocês dizem, isto não é um adeus. Pode ser só um “até já” (…) se todos assim o quisermos.
Adoro-vos aos cinco. Já não concebo a minha vida sem vocês! Pode parecer exagerado, mas acreditem que é verdade.
Jamais esquecerei os amuos matinais da Guida, além do teu ar leve e alegre; o amor que o Nuno tem pela vida (assim como os teus olhitos!); o carinho e ar paternal do Hugo; as palavras tão sinceras e reconfortantes da minha Ana; e o sorriso maravilhoso e espírito aventureiro do Luís, nunca te esquecerei!
E estas são apenas as características que eu mais gosto em vocês. Pois existem muitas mais, mas foram estas que me marcaram, são estas que me farão recordar-vos na passagem dos dias, foram estas que fizeram de vocês os meus melhores e, atrevo-me a dizer, únicos amigos. Tenho muitos conhecidos, colegas, entre outros, mas nenhum deles atingiu o estatuto que vocês têm dentro do meu coração.
Obrigado por me terem ensinado a olhar a vida com outros olhos, a olhar a vida com mais alegria e descontracção. Vocês ensinaram-me a viver. Ou melhor, a reviver!
Acreditem que eu seria a pessoa mais feliz do mundo se me fosse permitido viver junto de vocês até ao fim dos meus dias. Seriam, sem dúvida, os melhores momentos da minha simples existência. Bastava-me ter-vos a vocês e mais três pessoas!
Mas a vida é assim! Prega-nos estas partidas.
Mas se algo ou alguém cruzou estas seis vidas, deve ter tido algum motivo e acreditem que devia estar inspirado quando o fez, pois o resultado deste “ cruzamento “ foi único e maravilhoso.
Espero poder-vos encontrar de novo!
Espero que não se esqueçam de mim!
Mas acima de tudo, e se por ventura não nos virmos mais, espero, do fundo do meu coração, que sejam felizes.
Não vos esquecerei!
Adoro-vos!
Liliana Matos, Lila, Lita, Lili…como me quiserem chamar!
24 De Maio de 2006
Aqui estou uma vez mais “agarrada” ao papel. Faz-me feliz e liberta-me! Aqui posso ser verdadeiramente a Liliana, sem regras, sem máscaras, sem medos.
Espero que não se aborreçam por ouvir estas palavras, pois eu sei que elas podem ser chatas, mas acreditem que são de extrema importância para mim. Cá vai!
Não gosto, e tenho a sensação que nunca gostarei, de despedidas. Mas, como muitos de vocês dizem, isto não é um adeus. Pode ser só um “até já” (…) se todos assim o quisermos.
Adoro-vos aos cinco. Já não concebo a minha vida sem vocês! Pode parecer exagerado, mas acreditem que é verdade.
Jamais esquecerei os amuos matinais da Guida, além do teu ar leve e alegre; o amor que o Nuno tem pela vida (assim como os teus olhitos!); o carinho e ar paternal do Hugo; as palavras tão sinceras e reconfortantes da minha Ana; e o sorriso maravilhoso e espírito aventureiro do Luís, nunca te esquecerei!
E estas são apenas as características que eu mais gosto em vocês. Pois existem muitas mais, mas foram estas que me marcaram, são estas que me farão recordar-vos na passagem dos dias, foram estas que fizeram de vocês os meus melhores e, atrevo-me a dizer, únicos amigos. Tenho muitos conhecidos, colegas, entre outros, mas nenhum deles atingiu o estatuto que vocês têm dentro do meu coração.
Obrigado por me terem ensinado a olhar a vida com outros olhos, a olhar a vida com mais alegria e descontracção. Vocês ensinaram-me a viver. Ou melhor, a reviver!
Acreditem que eu seria a pessoa mais feliz do mundo se me fosse permitido viver junto de vocês até ao fim dos meus dias. Seriam, sem dúvida, os melhores momentos da minha simples existência. Bastava-me ter-vos a vocês e mais três pessoas!
Mas a vida é assim! Prega-nos estas partidas.
Mas se algo ou alguém cruzou estas seis vidas, deve ter tido algum motivo e acreditem que devia estar inspirado quando o fez, pois o resultado deste “ cruzamento “ foi único e maravilhoso.
Espero poder-vos encontrar de novo!
Espero que não se esqueçam de mim!
Mas acima de tudo, e se por ventura não nos virmos mais, espero, do fundo do meu coração, que sejam felizes.
Não vos esquecerei!
Adoro-vos!
Liliana Matos, Lila, Lita, Lili…como me quiserem chamar!
24 De Maio de 2006
História de uma personagem em fuga
Este foi o primeiro texto que escrevi, com a plena consciência e vontade do que fazia...
Apetece-me partir! Partir para além do reino da confusão, onde não me deixam lutar pela vida.
Clara é o meu nome, mas todos me tratam por Clarinha. Nome de menina a quem lhe escreveram os versos da sua vida, onde a rima não pode faltar. Pois um verso sozinho, sem par, no mundo da poesia, é como um barco prestes a naufragar.
Todos, desde que nasci, me quiseram impor o vestido bonito, as idas à igreja, os bordados, o colégio, onde não podia falhar, o marido perfeito e até quase o ar que deveria respirar.
Mas, no meio de tudo isto, onde está o meu “eu”? Onde estão os meus erros com os quais devo aprender? Nunca os encontrei… Pois tenho nos olhos uma venda maternal da qual quero fugir, quero partir, quero voar!
Quero fugir por esse mundo fora onde possa construir o meu próprio poema, poema já começado, mas que vou apagar, para o poder edificar com os meus versos, com o meu verdadeiro ser.
Liliana Matos
17/02/04
Clara é o meu nome, mas todos me tratam por Clarinha. Nome de menina a quem lhe escreveram os versos da sua vida, onde a rima não pode faltar. Pois um verso sozinho, sem par, no mundo da poesia, é como um barco prestes a naufragar.
Todos, desde que nasci, me quiseram impor o vestido bonito, as idas à igreja, os bordados, o colégio, onde não podia falhar, o marido perfeito e até quase o ar que deveria respirar.
Mas, no meio de tudo isto, onde está o meu “eu”? Onde estão os meus erros com os quais devo aprender? Nunca os encontrei… Pois tenho nos olhos uma venda maternal da qual quero fugir, quero partir, quero voar!
Quero fugir por esse mundo fora onde possa construir o meu próprio poema, poema já começado, mas que vou apagar, para o poder edificar com os meus versos, com o meu verdadeiro ser.
Liliana Matos
17/02/04
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